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Sobre as listas de coisas que webdeseigners não devem fazer

Não raro eu vejo posts em outros bloguis como esse, onde alguém aponta os “erros” mais comuns de um projeto de página de web. Concordo com muita coisa, porém, muito dos erros apontados não são culpas diretas de quem projeta tais sítios.

Obviamente não tenho como analizar o mercado de sítios fora do Brasil, mas como fiz estágio numa empresa de serviços de web e afins no ano de 2005, quando a “filosofia” de tabless não era tão popular por aqui – eu fiz o primeiro site tabless da empresa – posso afirmar que boa parte dos equívocos de projeto são conseqüência das escolhas dos clientes. Menus animados em flash às vezes funcionam, quando bem feitos em alguns poucos casos, como no site da banda inglesa Muse, sendo que há uma opção de HTML para o site (Cabe aqui um comentário pessoal: em sites onde as visitas não são tão regulares, como o de uma banda – tudo bem, você pode freqüentar o fórum e a área de notícias, mas é provável que vocês já os tenha em seus marcadores e não seja necessária uma visita diária na página principal do sítio. ;] ). Fora essas casos, nós que trabalhamos com isso sabemos que não há necessidade e acessibilidade em menus feitos em Flash. Acontece que muitas vezes os clientes pedem, porque menus em Flash são bonitos. Assim como splash screams no início da página.

Quem costuma navegar com grande freqüência já logo procura o maravilhoso link “Skip/Pular” no rodapé da página. Mas é notável que quem não navega com tanta freqüência acha isso um recurso bacana, interessante. E eles bem pedem… “Tem como colocar uma animaçãozinha no início do site?”. E não tente convencer do contrário: argumente, contudo, não se mostre com má vontade. Fale que isso não funciona tão bem assim. È quase certo que o cliente não vai dar o braço a torcer e você vai ter que colocar a maldita da splashscream pra satisfação de seu cliente. E, afinal, ele tá certo. Ele é quem paga pelo site.

Voltando ao exemplo do site de uma banda, é comum músicos pedirem para incluir um player com suas composições no site. E é comum pedirem para que toque assim que o site carrega. O mesmo vale para vídeos. E é difícil conversar e mostrar que isso acaba por irritar o visitante. São rara as pessoas que realmente conversam e deixam a pessoa que fará o sítio expor os argumentos, tanto a favor, quanto contra a idéia do cliente. Pelo menos aqui é bem assim. Isso quando eles não mudam de idéia no meio do caminho, ou acham sua ótima idéia muito fraca e pedem pra mudar tudo e colocar aquilo que o cliente gosta. E eles tão errados? Bom, por mais que o que ele pensou seja brega e lugar comum, não tem como dizer “Cara, minha idéia é sensacional. Vou fazer isso e acho bom você aceitar”. Então, aquela coisa do drop-down menu que você tanto queria evitar terá que ser colocada – por mais que o site de seu cliente não precise. Adicione a isso que algumas pessoas realmente acham funcional pop-ups, mesmo que requeridos pelo usuário, seja para acessar uma sessão da página, seja para algum aviso ou recurso do site. Tudo bem, em alguns casos um pop-up sob requisição pode ser útil, mas incomoda, não? Então evitemos-os! Especialmente porque a maior parte dos navegadores já estão com recursos para bloquear pop-ups. Mas lá vem o cliente, que sempre tem a razão, pedir para adicionar mais um desses itens de “você não deve usar”.

E isso acaba se tornando um ciclo sem fim. O bom deseigner sabe o que ele deve evitar, sabe o que pode usar no lugar do recurso evitável, tem como fazer um site inteiramente funcional que supriria todas as necessidades do cliente, entretanto, ele está sob os desejos (até certo ponto, okay) do cliente, o que acaba limitando o deseigner.

nada e amsn anti-aliasing com tk8.5 no Linux

[[Atualização 02/06/2008: algumas versões atuais das distros mais populares já trazem o TCL/TK na sua árvore de pacotes oficiais (seja na estável ou na instável), o que pode facilitar o teu trabalho. Contudo, o guia abaixo ainda é plenamente funcional e pode ser usado para qualquer distribuição.  :]   ]]

[[Atualização: novo SVN do amsn.  Obrigado ao Arthur!]] [[https://amsn.svn.sourceforge.net/svnroot/amsn/trunk/amsn amsn]]

Opa!

Pra variar não tenho nada em especial para declarar. Por isso, resolvi fazer um guiazinho besta de como usar o aMSN (SVN, não o estável) com TK8.5 e fonts anti-aliasing no Linux. Leia até o fim antes de seguir com as instruções.

1. Começando do começo!

Você deve ter os programas ‘cvs’ e ‘svn’ para poder proceguir com tal tutorial. Para saber se ambos estão presente, digite o comando “whereis cvs” e “whereis svn” no seu terminal favorito. Lógico, sem as áspas. ;] Verificada a presença ou não prossiga, com as instruções. Se você não tiver o svn e/ou cvs , procure como instalar em sua distribuição.

Abre o seu terminal favorito (Konsole, Eterm, xterm, gnome-terminal, etc…). Entre no seu diretório de downloads. Caso você já não tenha os diretórios onde faça downloads de CVS e SVN, crie-os:

~$/diretorio/escolhido: mkdir cvs/ svn/

2 – Instalando o TCL/TK

Criado os diretórios, acesse o CVS (~$/diretorio/escolhido: cd cvs/ ) e execute o comando :

cvs -d:pserver:anonymous@tcl.cvs.sourceforge.net:/cvsroot/tcl login

Executado tal comando, ele irá pedir a senha. Basta apertar um único “Enter” e você estará logado no CVS para puxar o TCL/TK. (ele retornará a linha normal, sem nenhuma mensagem de confirmação nem nada). Feito isso, execute o comando:

cvs -z3 -d:pserver:anonymous@tcl.cvs.sourceforge.net:/cvsroot/tcl co -P tcl (na mesma linha, sem quebra)

Esse comando realizará o download do TCL, biblioteca da linguagem de programação de mesmo nome, necessária para executar o aMSN.

Finalizado o download da TCL, é hora de puxar seu quite de ferramentas, o TK (ToolKit):

cvs -d:pserver:anonymous@tktoolkit.cvs.sourceforge.net:/cvsroot/tktoolkit login

e

cvs -z3 -d:pserver:anonymous@tktoolkit.cvs.sourceforge.net:/cvsroot/tktoolkit co -P tk

Após o download do TK, entre no diretório TCL (~$/diretorio/escolhido: cd tcl/). Acesse a pasta “unix”, (~$/diretorio/escolhido: cd unix/) . Dentro desse diretório, execute o comando:

./configure –prefix=/usr/local –includedir=/usr/local/include/tcl8.5 –enable-shared –enable-threads –enable-64bit \
–mandir=/usr/local/share/man –enable-man-symlinks –enable-man-compression=gzip && make CFLAGS=”-g -O2 -D_REENTRANT”

Caso ele reclame de permissões, você deve executar o comando como super usuário através do comando ‘sudo’ ou logando como root (~$/diretorio/escolhido/tcl/unix: su root ) e depois executando tal comando mensionado acima. Copie e cole como está descrito. A linha quebrada está correta e não há nada de errado.

Esse comando habilita ‘threads’ que pode gerar alguns problemas em determinadas máquinas – aqui não gerou. Se você tiver problemas de instabilidade, re-instale o TCL desativando essa opção. Além disso, o diretório escolhido é o /usr/local/, pois, evita conflitos com programas que necessitam do tcl 8.4. Se desejar, ainda pode executar o comando “make install”, ou “sudo make install / su -c “make install” ” caso deseje disponibilizá-lo para todo o sistema. Não havendo nenhum erro na compilação do TCL, vá para o diretório do TK (~$ diretorio/escolhido/tcl/unix: cd ../../tk/unix/) . Execute:

./configure –prefix=/usr/local –includedir=/usr/local/include/tcl8.5 –with-tcl=/usr/local/lib –enable-shared –enable-threads \
–enable-64bit –enable-man-symlinks –enable-man-compression=gzip –enable-xft && make CFLAGS=”-g -O2 -D_REENTRANT”

O mesmo vale para o TK. Se você tiver as permissões não há problemas em executar tais comandos como o usuário normal. Mas caso tenha, use o super-usuário. Execute o “make install” caso deseje, esse sendo necessariamente executado por ‘sudo’ ou como super-usuário

2.1 – Instalando o aMSN

Hora de instalar o aMSN SVN (subversion). Acesse o diretório SVN que você criou no início:

~$/diretorio/escolhido/tk/unix: cd ../../svn/

Acessado o diretório, entre com o comando:

svn co https://amsn.svn.sourceforge.net/svnroot/amsn/trunk/amsn amsn

Em seguida, digite “cd amsn && svn up”, para verificar se o aMSN está com a última versão. Se ele não iniciar atualização nenhuma, obviamente, já está tudo certo.

Agora vamos instalar o amsn (tente como usuário comum):

./configure –with-tcl=/usr/local/lib –with-tk=/usr/local/lib && make

Não ocorrendo erros:

sudo make install ou su -c “make install”

Se não ocorrerem erros, crie os links com

sudo ln -s ~/amsn/amsn /usr/bin/amsn ou su -c “ln -s ~/amsn/amsn /usr/bin/amsn”

Se tentar executar o aMSN agora é capaz de ocorrer um erro de segmentação. Por tanto, atualize os links referentes ao TCL nesse momento. Entre no diretório Liste os binários referentes so TCL com o comando:

ls -l tclsh* wish*

Isso ocorre porque eles estão associados ao tcl antigo. Se desejar trocar para o mais novo e o wish e tclsh estiverem apontando para a versão 8.4, utilize o comando para poder atualizar seus links:

sudo ln -sf tclsh8.5 tclsh
sudo ln -sf wish8.5 wish

Porém, você pode utilizar o wish8.5 apenas para o aMSN. O script abaixo chama o aMSN com o wish8.5 Edite-o com seu editor preferido e salve em sua pasta /bin.

#!/bin/bash
/usr/local/bin/wish8.5 /usr/bin/amsn

Obviamente, substitua os locais do wish8.5 e do aMSN caso sejam diferentes destes. Você ainda pode criar links para o Desktop de desejar.

Se não esqueci de nada é só isso. Um grande abraço a todos.

Não, eu não morri

Não sei quantas pessoas acessam esse blog. Tenho quase certeza que nenhuma. Poucas coisas mudaram:

– Continuo escrevendo roteiros de HQ que nunca serão desenhados

– Continuo pensando em escrever uma série de contos que nunca passo para o papel.

– Continho frustrado e sem tesão em terminar um site que comecei a milênios. Principalmente porque estou com a impressão de que as pessoas não usarão o fórum do site.

– Quero sair desse país

Fora isso, pelo menos um bom projeto parece estar começando a tomar forma. Vamos torcer para dar certo. E tentarei escrever um conto e postá-lo aqui. Meu medo é de que roubem-no.

Até mais!