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Steve Jobs rebate críticas da Adobe

Em vista das recentes críticas sobre o Apple Flash feitas pela Adobe, que chamou a tecnologia da Apple de “resquício da velha internet”, Steve Jobs escreveu uma carta aberta onde rebate tais críticas. “[…]Os usuário não sabem o que querem. E eles querem o Apple Flash. Não querem mudar seus hábitos de navegação. A maior parte do conteúdo multimídia de entretenimento e informação é distribuído nessa plataforma. Poucos ou quase ninguém distribui seu conteúdo através do HTML5. Quantos navegadores já possuem suporte completo a essa nova plataforma?”.

Ainda sobre a onipresença do Apple Flash como conteúdo interativo, Jobs acrescenta que a maior parte dos jogos para web browsers são feitos nessa plataforma: “O usuário não quer precisar instalar um jogo que ele irá usará uma única vez. O que ele quer é uma plataforma única onde pode usufruir de diversos jogos feitos por diferentes desenvolvedores distribuídos nos mais diferentes sites. Pense nos vários sites que distribuem jogos educativos em Apple Flash justamente por sua onipresença. Coloque a oportunidade de se usar esses jogos com uma fantástica e inovaodra plataforma como o iPad.”

Sobre as falhas no Apple Flash, Steve Jobs rebate dizendo “[…] nenhum software é perfeito e nós na Apple trabalhamos cada vez mais para melhorar a segurança e a estabilidade de nossos produtos.” e finaliza dizendo que “ainda há muito espaço para o Apple Flash. No futuro o Apple Flash naturalmente irá sumir, mas no presente ainda é difícil imaginar um mundo digital sem ele: seja em plataformas móveis e inovadoras, seja nos netbooks, sejam nos computadores de mesa e laptops”.

Paga-Pau de gringo?

De tempos em tempos surgem “fenômenos” musicais fabricados, pré fabricado, ou genuinamente talentosos. Nos tempos da internet esses “fenômenos” são cada vez mais efêmeros, localizados ou não, e constantemente mencionados em vários veículos de comunicação. Alguns são realmente talentosos e por ventura acabam criando algo de valor, que não soe como as outras tantas bandas de internet da atualidade. E claro que aqui no Brasil surgiram fenômenos como esses (preciso mencionar quais os principais?) . Porém, entre os mais recentes surgiu uma garota de apenas 15 anos, tocando algo parecido com um folk.

Não estou aqui para fazer uma análise musical da menina, não mesmo. Pelo contrário, nunca escutei sua música e apenas ouvir falar dela quando li cartas em resposta a uma matéria do caderno Folha Teen da Folha de S. Paulo de algumas semanas atrás. Fora o jornal, agora tenho a visto com certa frequência nos intervalos da MTV (por favor MTV! Pare com a lavagem cerebral, vai!) . Contudo, vê-la com essa freqüência na TV me fez lembrar das cartas indignadas dos leitores da Folha, colocando em cheque o talento da menina, dizendo que ela e outros jovens compositores deviam focar-se na cultura brasileira e deixarem de ser tão americanizados. Teve também algum comentário do glorioso Álvaro Pereira Junior, mas como não dou importância pra o que ele diz, nem me lembro de seu comentário.

Lembrar disso me fez refletir sobre algo: muitas vezes quem já passou da casa dos 20 e até mesmo algumas pessoas entre 0s 18 e 20 anos comenta que a molecada na faixa dos 15 anos é vazia, sem referência cultural, improdutiva, inerte. E de certa forma as pessoas tem razão. Vejo praticamente uma nulidade em termos produtivos das pessoas dessa faixa etária. Acontece que para toda regra existem exceções e aí que entra a menina citada lá em cima e as pessoas que a execram. Não entendo o porque dessa atitude. As pessoas deviam estar contentes que essa menina e outras pessoas de sua idade estejam produzindo algo cultural, compondo, escrevendo, usando o cérebro.

Pode ser que o ponto de crítica contra Mallu e companhia seja no fator tipo de música, ou na natural imaturidade de uma pessoa de 15 anos que se mete (no bom sentido) a compor. Talvez esses adolescentes não tenham a maturidade ideal para compreenderem melodias mais complexas e soturnas, ou escreverem algo de certa relevância. Porém, acredito que se continuarem a produzir vão amadurecer rapidamente e se tornarão bons músicos. Mas voltando ao fator tipo de música, essa é outra coisa que me intriga.

Quando vemos um músico estrangeiro com melodias que nos lembram a bossa nova, o samba de raiz, o choro e outras sonoridades brasileiras, eles são considerados músicos mais cultos. Chegam até a ganhar uma aura de descolados, visionários, músicos que se diferenciam do resto por seu amplo e excelente conhecimento musical. Não importa se é um músico antigo ou um músico novato – ele não é queimado. Agora, quando vemos um músico nacional, principalmente um iniciante, com uma sonoridade tipicamente estrangeira já vem logo alguém para apontar dedo e acusar o músico de traidor que renega a pátria e paga-pau de gringo.

Inexperientes, imaturos e sem profundidade, com erros de inglês e português, com melodias simples e óbvias, fazendo músicas chatas , toda essa “pirralhada” tem meu apoio e meu cumprimento, pois, gostaria que houvessem muito mais adolescentes como estes – diferente da maioria que a grande preocupação é saber quem tá fuçando no orkut dela.

Brasileiro e a Internet – parte II

Então que mais uma vez, de novo, pela sei-lá qual vez, nós, brasileiros batemos o recorde de tempos de acesso a internet, segundo o [1]NetRatings. Além de mostrar o tempo de acesso, a pesquisa também mostra os sites mais acessados, o que revela o hábito do brasileiro: perder tempo.

Não faz muito tempo uma outra pesquisa apontou que apesar de sermos o topo no tempo de acesso, somos o topo no uso indevido desta.

E querem me convencer de que vender computadores baratos e facilitar o acesso a internet a todos é a solução para os problemas educacionais do país. Deve existir, sim, uma inclusão digital, mas feita direito.

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E o senado Eduardo Azeredo enviou, de novo, [2]um projeto de lei para tornar a internet mais segura, onde você teria acesso a informações sigilosas sobre quem está acessando a internet sem precisar do aval de juizes e coisas do gênero. Não é exatamente isso, mas essa foi a minha interpretação.

Por mais absurdo que isso possa soar, após conversar com várias pessoas, concluí que isso é realmente necessário aqui no Brasil, já que não sabemos nos comportar e sempre fazemos mau uso da liberdade que nos é dada.

Até mais

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[1] http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u22080.shtml
[2] http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u117438.shtml

Um rápido comentário sobre brasileiros e a internet

Eu realmente não entendo brasileiro! Principalmente  aqueles que  utilizam a internet. Costumam reclamar e xingar os gringos quando esses nos dizem que somos imprestáveis e parias  da internet. Juro que no começo eu ficava ofendido com isso, mas agora começo a dar razão para tais sujeitos.

O Brasil é um dos países que mais tempo passa conectado, porém, foi constatado também que usamos esse tempo da pior maneira possível. Digamos que a maior parte desse tempo é gasto com Orkut, pornografia, warez, MSN, jogos online com cheat (vale lembrar que não conseguimos ser honestos nem no mundo virtual),  crackeando outros, e avacalhando com sítios úteis de conteúdo aberto livre para edição, como o Wikipedia. Porque não basta ter a Desciclopédia para tal fim, o brasileiro tem que dar um jeito de avacalhar com aquilo que não é pra ser avacalhado. É a má índole natural de todo brasileiro que pregam lá fora? Torço para que não seja. Torço para que seja apenas a “cretinisse” nacional, essa sim, praticamente já parte de  nossa cultura: avacalhar com os outros é  o que é certo! Esculhambar com sítios que deveriam ser fontes confiáveis de pesquisas e prejudicando indiretamente os outros é o que domina! E alguns ainda tem orgulho de serem errado.

Um babaca que deu entrevista ao caderno Folha Teen de segunda dia 30 de abril, fazia questão de falar que se diverte adulterando artigos da Wikipedia com datas e nomes errados. Outro idiota se orgulha de ter criado artigos falsos sobre ele e sua namorada. É deprimente…

Tudo bem que toda pesquisa deve ter mais de uma fonte de consulta, mas não é por isso que podemos avacalhar com um sítio à bel-prazer.

Já avacalhamos com Fotolog.net a um tempo atrás, transformamos o Orkut numa sub-internet brasileira graças aos gênios e gênias que faziam questão de falar em português nas comunidade internacionais. Sem contar os pedófilos, comunidades ofensivas contra outras pessoas de quem não gostamos, comunidades de ódio racial e outras coisas, tráfico, ponto de encontro para arranjar confrontos entre gangues, e etc. Não bastando isso, temos que avacalhar com a Wikipedia.

É triste! Basta dar um pouco de liberdade ao brasileiro que já transformamos algo bom em algo em que temos que ficar com o pé atrás. Serviços utéis e interessantes em lugares desinteressantes e inúteis. Esse é o brasileiro!

Sobre as listas de coisas que webdeseigners não devem fazer

Não raro eu vejo posts em outros bloguis como esse, onde alguém aponta os “erros” mais comuns de um projeto de página de web. Concordo com muita coisa, porém, muito dos erros apontados não são culpas diretas de quem projeta tais sítios.

Obviamente não tenho como analizar o mercado de sítios fora do Brasil, mas como fiz estágio numa empresa de serviços de web e afins no ano de 2005, quando a “filosofia” de tabless não era tão popular por aqui – eu fiz o primeiro site tabless da empresa – posso afirmar que boa parte dos equívocos de projeto são conseqüência das escolhas dos clientes. Menus animados em flash às vezes funcionam, quando bem feitos em alguns poucos casos, como no site da banda inglesa Muse, sendo que há uma opção de HTML para o site (Cabe aqui um comentário pessoal: em sites onde as visitas não são tão regulares, como o de uma banda – tudo bem, você pode freqüentar o fórum e a área de notícias, mas é provável que vocês já os tenha em seus marcadores e não seja necessária uma visita diária na página principal do sítio. ;] ). Fora essas casos, nós que trabalhamos com isso sabemos que não há necessidade e acessibilidade em menus feitos em Flash. Acontece que muitas vezes os clientes pedem, porque menus em Flash são bonitos. Assim como splash screams no início da página.

Quem costuma navegar com grande freqüência já logo procura o maravilhoso link “Skip/Pular” no rodapé da página. Mas é notável que quem não navega com tanta freqüência acha isso um recurso bacana, interessante. E eles bem pedem… “Tem como colocar uma animaçãozinha no início do site?”. E não tente convencer do contrário: argumente, contudo, não se mostre com má vontade. Fale que isso não funciona tão bem assim. È quase certo que o cliente não vai dar o braço a torcer e você vai ter que colocar a maldita da splashscream pra satisfação de seu cliente. E, afinal, ele tá certo. Ele é quem paga pelo site.

Voltando ao exemplo do site de uma banda, é comum músicos pedirem para incluir um player com suas composições no site. E é comum pedirem para que toque assim que o site carrega. O mesmo vale para vídeos. E é difícil conversar e mostrar que isso acaba por irritar o visitante. São rara as pessoas que realmente conversam e deixam a pessoa que fará o sítio expor os argumentos, tanto a favor, quanto contra a idéia do cliente. Pelo menos aqui é bem assim. Isso quando eles não mudam de idéia no meio do caminho, ou acham sua ótima idéia muito fraca e pedem pra mudar tudo e colocar aquilo que o cliente gosta. E eles tão errados? Bom, por mais que o que ele pensou seja brega e lugar comum, não tem como dizer “Cara, minha idéia é sensacional. Vou fazer isso e acho bom você aceitar”. Então, aquela coisa do drop-down menu que você tanto queria evitar terá que ser colocada – por mais que o site de seu cliente não precise. Adicione a isso que algumas pessoas realmente acham funcional pop-ups, mesmo que requeridos pelo usuário, seja para acessar uma sessão da página, seja para algum aviso ou recurso do site. Tudo bem, em alguns casos um pop-up sob requisição pode ser útil, mas incomoda, não? Então evitemos-os! Especialmente porque a maior parte dos navegadores já estão com recursos para bloquear pop-ups. Mas lá vem o cliente, que sempre tem a razão, pedir para adicionar mais um desses itens de “você não deve usar”.

E isso acaba se tornando um ciclo sem fim. O bom deseigner sabe o que ele deve evitar, sabe o que pode usar no lugar do recurso evitável, tem como fazer um site inteiramente funcional que supriria todas as necessidades do cliente, entretanto, ele está sob os desejos (até certo ponto, okay) do cliente, o que acaba limitando o deseigner.