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Muse pra confirmar show aqui no Brasil

EDIT: COFIRMOU!!!!AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

30 de Julho no Rio

31 em São Paulo.

02 de Agosto em Brasília

Já tinha perdido as esperanças, até que alguém na board oficial do Muse disse que iam rolar shows aqui também. Pedi a fonte e eis que ela me passou:

http://twitter.com/musewire

Agora é F5 frenético na página de datas da banda.

Até!

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Beirut em Brasil

Bom amiguinhos, acabei de ler no fórum oficial do Beirut (notícia até velhinha) que a turnê deles pela Europa foi cancelada (pode não ser novidade para vocês, mas foi pra mim). Acho que com isso dificilmente haverá um show deles aqui no Brasil, ainda mais depois da declaração que o Zach deu para justificar o cancelamento:

It’s with great regret that I have to tell all of you that Beirut is canceling their summer European shows. My reasons for doing this are many, a lot of them personal, but I still feel I need to provide something of an explanation.

The past two years have been a mindblowing experience. From the first indications that people were putting songs from Gulag up on their blogs to our incredible tour of Australia and New Zealand that we just completed, everything that has happened has been beyond anything I’d ever hoped could happen with the music I wrote and recorded in my bedroom. Once things started happening, I decided I wanted to do everything as big as possible. So, I set about putting together a large band, and giving that band a huge sound, and making the most spectacular records we possibly could.

I know this can sound like an artist shithead kind of comment, but going through all that really does have its low points along with the highs. The responsibilities of gathering people around your vision, working with great people like those who work directly for the band and those at the label, wanting to insure that every show is as good as humanly possible so that every single person in the audience sees that we put in a real effort, all of that leads to a lot of issues in terms of doing right by people who have done you right.
It’s come time to change some things, reinvent some others, and come back at some point with a fresh perspective and batch of songs.
Please accept my apologies. I promise we’ll be back, in some form.
-Zach

Se der tempo, depois traduzo. Postei meio que na correria…

PS.: Tá! Isso não é novidade!! Mas não tenho pretenções de ser um blog que traz as últimas do mundo da música, então, não vejo problemas nisso.

Paga-Pau de gringo?

De tempos em tempos surgem “fenômenos” musicais fabricados, pré fabricado, ou genuinamente talentosos. Nos tempos da internet esses “fenômenos” são cada vez mais efêmeros, localizados ou não, e constantemente mencionados em vários veículos de comunicação. Alguns são realmente talentosos e por ventura acabam criando algo de valor, que não soe como as outras tantas bandas de internet da atualidade. E claro que aqui no Brasil surgiram fenômenos como esses (preciso mencionar quais os principais?) . Porém, entre os mais recentes surgiu uma garota de apenas 15 anos, tocando algo parecido com um folk.

Não estou aqui para fazer uma análise musical da menina, não mesmo. Pelo contrário, nunca escutei sua música e apenas ouvir falar dela quando li cartas em resposta a uma matéria do caderno Folha Teen da Folha de S. Paulo de algumas semanas atrás. Fora o jornal, agora tenho a visto com certa frequência nos intervalos da MTV (por favor MTV! Pare com a lavagem cerebral, vai!) . Contudo, vê-la com essa freqüência na TV me fez lembrar das cartas indignadas dos leitores da Folha, colocando em cheque o talento da menina, dizendo que ela e outros jovens compositores deviam focar-se na cultura brasileira e deixarem de ser tão americanizados. Teve também algum comentário do glorioso Álvaro Pereira Junior, mas como não dou importância pra o que ele diz, nem me lembro de seu comentário.

Lembrar disso me fez refletir sobre algo: muitas vezes quem já passou da casa dos 20 e até mesmo algumas pessoas entre 0s 18 e 20 anos comenta que a molecada na faixa dos 15 anos é vazia, sem referência cultural, improdutiva, inerte. E de certa forma as pessoas tem razão. Vejo praticamente uma nulidade em termos produtivos das pessoas dessa faixa etária. Acontece que para toda regra existem exceções e aí que entra a menina citada lá em cima e as pessoas que a execram. Não entendo o porque dessa atitude. As pessoas deviam estar contentes que essa menina e outras pessoas de sua idade estejam produzindo algo cultural, compondo, escrevendo, usando o cérebro.

Pode ser que o ponto de crítica contra Mallu e companhia seja no fator tipo de música, ou na natural imaturidade de uma pessoa de 15 anos que se mete (no bom sentido) a compor. Talvez esses adolescentes não tenham a maturidade ideal para compreenderem melodias mais complexas e soturnas, ou escreverem algo de certa relevância. Porém, acredito que se continuarem a produzir vão amadurecer rapidamente e se tornarão bons músicos. Mas voltando ao fator tipo de música, essa é outra coisa que me intriga.

Quando vemos um músico estrangeiro com melodias que nos lembram a bossa nova, o samba de raiz, o choro e outras sonoridades brasileiras, eles são considerados músicos mais cultos. Chegam até a ganhar uma aura de descolados, visionários, músicos que se diferenciam do resto por seu amplo e excelente conhecimento musical. Não importa se é um músico antigo ou um músico novato – ele não é queimado. Agora, quando vemos um músico nacional, principalmente um iniciante, com uma sonoridade tipicamente estrangeira já vem logo alguém para apontar dedo e acusar o músico de traidor que renega a pátria e paga-pau de gringo.

Inexperientes, imaturos e sem profundidade, com erros de inglês e português, com melodias simples e óbvias, fazendo músicas chatas , toda essa “pirralhada” tem meu apoio e meu cumprimento, pois, gostaria que houvessem muito mais adolescentes como estes – diferente da maioria que a grande preocupação é saber quem tá fuçando no orkut dela.

Não estou para músicas alegres hoje.

Sábado fui ao show do Devo. Espetacular. Falo disso depois.

Não ando tendo muito o que falar. Falta de tempo pro blogui. Trabalho chato. Não consigo me concentrar nele. Não me importo de estar fora da Dead Line. Não me importo em não entregar as coisas no prazo. Não me importo com ele mais. No inicio pareceu uma decisão sábia aceitá-lo por ser temporário e de curta duração. Hoje soa como uma atitude tola. Acabou por me atrapalhar na faculdade, a qual estou tendo second thoughts e pensando em largar.Tomar atirude drástica e me dedicar ao que realmente desejo.

Hoje não tô muito animado. Chovendo muito. Clima ameno. Bom. Mas estou disperso, mal concentro no meu trabalho. Só quero ficar a ouvir músicas de melodias melancólicas, letras com metáforas ou simplesmente composições clássicas e incrivelmente tristes de Rachmaninov.

Sem vontade de fazer nada.  Nem de ler. Talvez de assistir a filmes que já vi dezenas de vezes. Ou escrever. Ou simplesmente ficar deitado ouvindo músicas de melodias melancólicas ou de melodias felizes mas com um clima triste (conseguem compreender isso? espero que sim, porque não me ocorrem exemplos), pensando em possibilidades que não se concretizaram ou não concretizarão e como seria bom “se”. Querer estar em outro lugar imaginando que talvez eu estivesse melhor lá, mas em seguida cojitar o fato de ser um possível delírio momentâneo e que talvez as coisas só ficariam pior lá. Ou ter a certeza de que as coisas seriam no mínimo diferentes, contudo, saber que não é possível. Não agora.  Pensar que tenho que mudar minha postura com algumas coisas e concluir que boa parte das coisas que queria mudar dependem de fatores externos que me desanimam e me fazem permanecer estático. Não gosto de ser estático. E a mudança não é simples. E estou tentando mudar.

Acho que é o primeiro post confessional deste blogui. Tenho que voltar ao trabalho.